Práticas de RH para conquistar o melhor das pessoas em sua organização

Algumas práticas de RH, mesmo que simples, têm o poder de criar um ambiente com sinergia e alinhamento entre pessoas e negócio, com menos burocracia e com processos que impulsionam a empresa. Segundo Marly Vidal, Diretora Administrativa e de Pessoas do Sabin Medicina Diagnóstica, são os detalhes que fazem a diferença para o desenvolvimento de uma cultura corporativa sólida, que atraia talentos e seja compatível com os objetivos da instituição.

Tendo a gestão de pessoas liderada por Marly, o Sabin Medicina Diagnóstica está presente em 12 estados brasileiros e possui cerca de 5.200 colaboradores. A organização foi premiada como a 4ª melhor para se trabalhar no Brasil em 2018, pelo Great Place to Work, com destaque para práticas de contratar e receber. Além disso, o índice de orgulho dos seus profissionais, também avaliado pelo GPTW, é de 94%. Para completar, possui absenteísmo de apenas 1,5% e turnover de 7,1% ao ano.

Como a empresa conseguiu esses resultados? Quais são seus programas de gestão do capital humano? Como o RH atua como impulsionador e facilitador de boas práticas e de um clima organizacional saudável? De acordo com Marly Vidal, para começar, o propósito do Sabin, que é “inspirar pessoas a cuidar de pessoas”, está claro para toda a companhia. “Importante ressaltarmos que uma cultura pautada no respeito, na transparência e no olhar para o indivíduo é construída nas ações do dia a dia”, afirma a diretora.

Confira 4 práticas de RH que fazem sentido para o Sabin e ajudaram a companhia a construir sua cultura corporativa:

1- Receber

De acordo com a diretora, não importa o tamanho da empresa, é fundamental avaliar o processo de contração e recepção dos novos funcionários. “Depois que o candidato é aprovado para a vaga, ele já vai para suas atividades de trabalho ou existe um processo de integração? Como ele vai conhecer a instituição?”, questiona Marly.

Ela acredita que o senso de pertencimento é gerado de acordo com o acolhimento que esse colaborador recebe no primeiro momento. “No Sabin, as contratações acontecem durante todo o mês, mas temos um dia específico para receber os novos colaboradores com um café da manhã. Nenhum profissional começa a trabalhar sem passar por esse processo inicial, em que apresentamos a filosofia e ideologia da organização, os cuidados com saúde e segurança no momento do trabalho, entre outras informações importantes”, comenta ela.

“A integração reflete automaticamente nas atitudes do funcionário”, comenta Marly. Afinal, se ele foi bem recebido, muito provavelmente, também vai acolher bem aqueles que o procurarem quando estiver exercendo sua função. “O RH precisa dar atenção a esse momento, pois quanto mais eficiente e rápido ele for, mais o profissional vai se sentir conectado com a empresa e, consequentemente, vai produzir e trazer os resultados esperados.

2- Escutar

Para conquistar o melhor das pessoas, Marly reconhece o poder da escuta. “Não estou falando somente de uma habilidade para a liderança. Aqui, podemos começar pela política de portas abertas: saber escutar de forma genuína deve ser prática do RH. “É comum nos depararmos com profissionais que procuram o Recursos Humanos e, ao invés de serem recebidos, são ignorados, pois sempre existem outras atividades mais urgentes e mais importantes. Porém, assim se perde a oportunidade de conhecer um ponto de melhoria para a empresa”, orienta a diretora.

A diretora reforça que são nesses detalhes que as pessoas vão se sentindo valorizadas, percebendo que naquela instituição ela pode, verdadeiramente, se entregar, dar o seu melhor. “Nessas pequenas atitudes, como a de ouvir com atenção, vamos construindo uma cultura de humanização, uma cultura de valorização das pessoas”, afirma Marly.

3- Agradecer

Como não entrar no automático e pensar que as pessoas estão fazendo apenas seu trabalho, o que é obrigatório? Como enxergar além e ter gratidão por aquela atividade? “É normal pensarmos que as pessoas querem bonificação, aumento de salário. No entanto, o que notamos é que, ao contrário, muitas vezes, elas querem ser reconhecidas com um elogio”, comenta Marly.

Exemplificando com ações do Sabin, ela conta que, na festa corporativa de final de ano, o RH tem um momento especial para apresentar a unidade e os profissionais que foram destaque naquele período. “A partir de alguns critérios, a equipe recebe um reconhecimento no palco do evento, que pode ser representado por um simples certificado. Sem dúvidas, faz diferença mostrar o que o time fez para se diferenciar e o que aqueles colaboradores têm que podem inspirar os demais”.

Na empresa, também existe o programa “Meu líder vale ouro”, que é uma celebração só para a liderança. Nessa ocasião, todo gestor que foi promovido recentemente escreve uma carta agradecendo o líder que mais contribuiu para sua promoção. “O RH organiza o encontro entre o promovido e o líder que o auxiliou naquela conquista. Essa é uma forma de fomentar a cultura do desenvolvimento, reforçando que quanto mais se ensina o que sabe, mais existe oportunidade de crescimento”, comenta a diretora.

O RH tem o papel de incentivar esse ambiente de gratidão e essas são marcas que você vai mantendo na vida das pessoas. “Nesse exemplo da carta, o investimento foi apenas construir o processo com cuidado e atenção aos detalhes. A tradução de como colocar em prática o gesto de agradecimento”, afirma Marly.

4- Cuidar

Na pesquisa de clima do Sabin, bem-estar e qualidade de vida estão como segundo item mais valorizado pelos colaboradores. “Isso reforça o quanto o cuidado com o indivíduo é fundamental. Estamos vendo que as pessoas querem conseguir conciliar vida pessoal e profissional, por isso, a empresa que tem o cuidado de investir em atividade física, em espaços para interação, entre outras ações, consegue atrair os melhores talentos”, avalia Marly.

De acordo com a diretora, outro exemplo de como uma empresa pode cuidar de seus colaboradores é dando atenção para o momento de luto. Como cuido de um profissional que acabou de perder um ente querido? Como RH acolhe essa pessoa? “Nós percebemos o quanto isso abala o funcionário, por isso, o RH do Sabin fez uma cartilha de orientação de luto. Preparar a equipe a receber a pessoa que está passando por esse momento delicado na vida faz a diferença e mostra o cuidado que temos com o ser humano”, comenta ela.

Para finalizar, no Sabin, 77% dos profissionais são do sexo feminino. Com esse cenário, foi criado um programa para a gestante. “Quando a mãe informa para o RH que está grávida, ela passa a ser acompanhada internamente, também por profissionais da saúde. Não enxergamos isso como um custo e sim como investimento, pois quanto mais eu invisto no colaborador, mais engajado e produtivo ele fica”, acrescenta.

Fonte: Blog Huma

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